Terremotos

Terremoto de 7,7 no Japão: Tsunami atinge a costa nordeste e 182 mil pessoas são evacuadas

Na tarde de segunda-feira, 20 de abril de 2026, um terremoto de grande magnitude sacudiu a costa nordeste do Japão e colocou milhares de pessoas em movimento. O tremor, inicialmente registrado como magnitude 7,5, teve a intensidade revisada para 7,7 pela Agência Meteorológica do Japão. O epicentro estava no Oceano Pacífico, a cerca de 10 quilômetros de profundidade, e o abalo foi sentido até em prédios de Tóquio, a centenas de quilômetros de distância.

O que aconteceu nas primeiras horas

O tremor ocorreu às 16h52 no horário local — 4h52 no horário de Brasília — e levou as autoridades japonesas a emitir alertas de tsunami com ondas esperadas de até 3 metros. Ondas de até 80 centímetros foram registradas no porto de Kuji, na província de Iwate, enquanto outros pontos da costa registraram cerca de 40 centímetros.

A Agência Japonesa de Gestão de Incêndios e Desastres emitiu alertas de evacuação não obrigatória para mais de 182 mil moradores nos municípios afetados da região. Várias cidades portuárias, incluindo Otsuchi e Kamaishi — ambas atingidas de forma severa pelo grande terremoto e tsunami de 2011 — emitiram ordens de retirada para milhares de moradores. ExameAgência Brasil

Réplicas e o risco que não passou

Nem tudo terminou com o primeiro tremor. A JMA alertou que existe o risco de uma réplica de maior magnitude, igual ou superior a 8,0, nas próximas horas após o evento principal, afirmando que “a probabilidade de ocorrência de um novo e poderoso terremoto é considerada relativamente mais alta do que em condições normais”. Em situações como essa, as autoridades pedem que a população permaneça longe da costa mesmo após os primeiros alertas serem rebaixados. Terra

Danos e vítimas

Apesar da intensidade do terremoto, as autoridades não reportaram mortes, ferimentos ou danos significativos a propriedades nas primeiras horas após o evento. A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) também não reportou danos à infraestrutura nuclear japonesa — uma preocupação que permanece viva após o desastre de Fukushima em 2011. ExameExame

Por que o Japão abala tanto assim

Não é coincidência o Japão estar sempre no centro dos maiores eventos sísmicos do planeta. O país se localiza no Anel de Fogo do Pacífico, uma extensa zona de intensa atividade sísmica onde diversas placas tectônicas se encontram, e registra em média cerca de 1.500 tremores por ano, concentrando aproximadamente 18% da atividade sísmica global. Exame

A memória do terremoto e tsunami de Tōhoku de 2011, de magnitude 9, segue presente: o desastre deixou cerca de 18.500 pessoas sem vida e desencadeou o acidente nuclear na Usina de Fukushima Daiichi, considerado um dos mais graves da história recente. Exame

Nos últimos anos, autoridades japonesas têm intensificado os alertas sobre o risco de um grande terremoto na região da Fossa de Nankai, uma trincheira submarina de aproximadamente 800 quilômetros ao sul do país, onde a placa do Mar das Filipinas subducta sob a placa continental. Esse cenário é apontado por cientistas como um dos de maior potencial de impacto para o arquipélago nas próximas décadas. Exame

O que este evento nos diz

Um terremoto de 7,7 no nordeste do Japão não é um evento isolado — é mais um capítulo de uma história geológica em andamento. O país investe décadas em sistemas de alerta, construção resistente a tremores e treinamento de sua população justamente porque sabe que o próximo abalo pode chegar a qualquer momento. Desta vez, os danos foram contidos. Mas o alerta da JMA sobre réplicas acima de 8,0 lembra que, na sismologia, o perigo raramente termina com o primeiro tremor.

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